segunda-feira, 20 de setembro de 2010

TPM + saudade = tristeza

... parece que a tristeza incerta de ontem decorria um pouco da saudade da pessoa amada. TPM + saudade = tristeza...
Tristeza incerta, tristeza certa.
O meu "par-perfeito" me ligou, fiquei bem mais leve. Dormi leve. Acordei leve. Acho que a tristeza saiu da sala. Espero que demore para bater a porta novamente.
É maravilhoso amar e se sentir amada.

domingo, 19 de setembro de 2010

tristeza incerta

... triste, hoje estou triste. Sinto uma tristeza incerta. Uma tristeza que me visita em momento que a sala está colorida, sem lugar para visitas indesejadas. Mesmo assim, essa intrometida chega, senta e coloca os pés na mesa de centro. Chega folgada e ocupa espaços. Ela é incerta, mas acha que é certa. E eu, mesmo não desejando, recebi sua visita. Fui educada. Deveria ter deixado a porta fechada. Será que foi a TPM que me fez abrir a porta quando a campainha tocou? Mas, venhamos e convenhamos, será que posso jogar a culpa na TPM? Talvez não... Acho (acho!) que a culpa é só minha. A culpa é da minha mente, que as vezes se confunde. Se perde. Ou será que a culpa é da minha alma que quer voar mas ainda espera o vento plenamente favorável? Sinceramente não sei de onde vem essa angustia que aperta fortemente meu peito. Essa tristeza incerta que, além de tudo, é invasiva. Não tenho motivos para deixá-la entrar. Não tenho motivos. Não tenho motivos. A prática da yôga nunca fez tanta falta. A fé nunca fez tanta falta. A alienação nunca fez tanta falta. Mas, prefirirei dentre tantas possibilidades de culpados, jogar a culpa na TPM, pois a coisa boa da TPM é que ela passa. A TPM passa e a tristeza incerta vai com ela. Vá tristeza incerta. Saia da minha sala.

ainda bem que encontrei o meu par perfeito e ele me oferece chocolate em dias de TPM...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

...o amor pode dar certo, por isso vejo cores!

... é estranho! Tenho coisas boas, novas, belas e coloridas para contar, mas, infelizmente, não parei para isso. Quando o que eu tinha era dor, a inspiração dolorida me acompanhava. Parava neste blog e falava da dor que sentia. Hoje vivo uma bela história. Vivo momentos intensos, as vezes inacreditáveis, por isso, devo, pelo menos, ter coragem de escrever aqui: o amor pode dar certo! E desde abril deste ano, comecei visualizar isso. Inicialmente pensava que tudo não passava de ilusão. Depois de tantos desencontros, decepções e ressentimentos, era díficil acreditar que o amor poderia (pode) dar certo. A desesperança era um sentimento constante. É possível vê-la em vários textos presentes neste blog. A desesperança é um sentimento que tira as cores da vida. Na verdade, penso que no íntimo de minha alma, nunca deixei a esperança morrer, todavia, racionalmente o que imperava era a desesperança. Mas, desde que comecei visualizar possibilidades de viver um amor verdadeiro, a desesperança, concretamente, se transformou em esperança. As dúvidas do início de um relacionamento, especialmente o medo de amar e não ser amada, quase sufocaram as possibilidades... Mas, neste processo fui acreditando que poderia viver algo real. E hoje, tenho convicção de que as cores estão presentes. Amo. Sinto-me amada. E quero repetir para o mundo e para mim mesma: o amor dá certo! Dá certo quando é para acontecer. Dá certo quando há afinidades. Dá certo quando há disposição. Vejo cores. Vejo cores até no cinza de São Paulo. Vejo cores. Vejo cores. Vejo cores. Sim, amando vejo cores!O amor pode dar certo, por isso vejo cores!



Postei a música abaixo, pois ao ouvi-lá, senti uma profunda emoção e fiquei grata. Agradeço muito a energia que move o mundo. Pois,


Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela então eu me vi

Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar
Água-marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas


(As coisas tão mais lindas - Nando Reis)

... quando se ama, as cores têm mais cores...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Voa Guerreiro Menino

Guerreiro urbano.
Guerreiro negro.
Guerreiro trabalhador.
Guerreiro sonhador.
Guerreiro que guerreia desde o ABC
Do ABC, b-a-bá
Do ABC, lugar de morar
Menino que virou guerreiro bem cedo
Guerreiro que continua menino
Menino que vive como se o Piauí fosse aqui
Guerreiro que vive como se Mauá fosse lá
Sente a densidade da vida,
da vida no Piauí, da vida aqui, da vida ali
da vida nos altos e baixos das periferias daqui
das histórias reais de Mauá, de cá, de acolá
Sente o cansaço das distâncias
Sente o peso de ser guerreiro num mundo que não quer guerreiros
Num mundo que diz não.
Num mundo que diz: você aí, aceite o que lhe vem sem guerrerar
Mas o Guerreiro, é teimoso,
O Menino é sonhador
Guerreiro Menino teimoso e sonhador
Quis virar contador de história
Quis ser 'ensinador' de história
Pois sempre se viu como construtor da história
E, na história principal, o que fica
É que o Guerreiro é menino
E o Menino é guerreiro.
Voe, voa
Guerreiro Menino
Voe, voa
Menino Guerreiro
Voe,voa
Voa e transfere leveza.
Voa e contagia.
Voa e fortalece.
Voa porque gosta de voar...

(Dréa Rocha)

sábado, 31 de julho de 2010

tempo e vento: reflexões de aniversário

Criei um rito. Há alguns anos (acho que já se passaram oito), criei o rito de escrever um texto reflexivo sobre o período que antecede meu aniversário. Para mim, o aniversário é o réveillon, por isso, sempre desejo para as pessoas “feliz ano novo”... Então, aniversário é tempo de fazer um balanço do ano, é tempo de refletir e construir novas metas. Este ano, pensei em não fazer isso... Acho que todos os anos penso em desistir disso, mas quando sento e começo realmente a fazer o tal balanço, tenho vontade de escrever, de compartilhar. Neste texto devo exaltar a importância da saúde. No aniversário do ano passado estava me recuperando de um problema sério de saúde no corpo que decorreu de um problema de saúde da alma. O ano virou em 02/08/2009 e em novembro já estava totalmente curada do problema no corpo, todavia o problema na alma ainda existia... levou mais tempo... e quando o réveillon oficial aconteceu, resolvi iniciar 2010 com toda força e pronta para me livrar também do problema na alma. E foi assim... em 2010 me livrei... Me senti livre... e o fato de sentir-se livre possibilita que o vento entre pela janela. Ao sentir-me livre, senti o vento. E o vento me trouxe um presente extraordinário. Ao sentir-me livre e sentir o vento, pude valorizar o tempo. Ver como o tempo é importante... Dar ao tempo a responsabilidade que lhe cabe. Deixar o mundo girar. Perceber o tempo e fazer como Fernando Pessoa poetiza: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”... Permiti-me isso... abandonei roupas usadas e passei a enxergar a travessia. Ao enxergar a travessia, nada mais poderia fazer além de atravessar... Atravessar é caminhar. Atravessei, sai da margem de mim mesma. Da margem que me coloquei e que feriu minha alma. Sai da margem de mim mesma, sai do tempo de standby (essa percepção do standby não foi minha, foi da pessoa que compartilha o vento comigo... sim, hoje tenho alguém que compartilha o vento, o sol, a lua, enfim, as coisas da vida comigo...)... O vento, o tempo, a travessia... é isso que vejo no ano que finda e traz motivação para o ano que se inicia. O ano que iniciará dia 02/08/2010 terá muitas novidades... Poderei viver emoções intensas, inclusive aquelas decorrentes do amor que faz bem. Sim, estou aprendendo que o amor faz bem. Que o amor compartilhado é ótimo de viver. Confesso que isso dá um pouco de medo. Medo de acabar, medo de virar dor, por isso faço a oração todos os dias: que permaneça lindo por muito, muito, muito tempo e que eu saiba aproveitar cada momento... Viverei também emoções profissionais, afinal de contas, no dia do réveillon iniciará a licença para o doutorado e disso muita coisa vem... A possibilidade do desenvolvimento da pesquisa com seriedade, com compromisso político e, quem sabe, uma experiência em alguma terra longínqua. É isso que espero para o meu novo ano: saúde, tempo, vento, travessia, caminhada, amor que faz bem... Que o ano que se inicia mantenha esses elementos e muito mais... Que eu saiba entender a importância do tempo e que a janela esteja aberta para o vento, sempre... sempre... sempre...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

... simples reflexões sobre a luta em defesa da Universidade Pública...

Hoje é o meu aspecto político que grita mais alto. Que bom. Que a política se torne inspiração e que eu possa mergulhar a fundo nesta maré inspiradora. Dependendo da conjuntura, quase impossível não falar de política. Dependendo da conjuntura, díficil falar de política. Do que estou falando? Ano de eleição e de copa do mundo é o tudo e o nada. Mas vou direto ao ponto: a importância da luta. Especificamente, tratarei aqui da luta em defesa da universidade pública. Na terça-feira (08/06/2010), sai da reunião sindical super preocupada, pois acabávamos de ter a notícia de que, no apagar das luzer, o reitor em exercício da UEL, possibilitou uma correria para empurrar a questão do ensino à distância também para graduação. Mais que isso, o PPI - Plano Pedagógico Instituicional, sofreu mudanças sérias e mostra, em suas entrelinhas, todos os principios da privatização da universidade pública. Reproduz de forma nua e crua os ditames do Banco Mundial. Votaram este documento de forma anti-democrática, coisa que tentaremos denunciar para a comunidade universitária e, quem sabe, rever. Hoje a nova reitora da UEL assumirá. Assumirá com uma batalha burocrática "ganha". Ganha no tapetão, mas ganha. Poderão dizer: foi a reitoria anterior que aprovou isso, só estamos implementando. Horrível isso. Mas não poderemos ficar calados. Temos que lutar e mostrar para a comunidade que o ensino à distância para a graduação é o fim da universidade pública. A luta pedirá persistência, pois muitos de nossos pares acreditam no "conto do EAD", outros estão inerte ao debate. Enfim, teremos que lutar por algo além da questão salarial. O movimento docente, deve, independente de tudo, lutar pela universidade pública.
Neste sentido, vale a pena relatar que ontem, quarta-feira (09/06/2010), vivi uma experiência interessante. Depois de um semestre de aulas com o Prof. Franciso de Oliveira, discutindo a mundialização do capital, a globalização e o neoliberalismo, pudemos fechar o curso em uma aula na ocupação da reitoria da USP. Uma ocupação de funcionários. Uma ocupação daqueles que mantém a estrutura da USP funcionando. Daqueles que cuidam dos jardins, da limpeza, das luzes, que apertam os botões. Que pegam o trem lotado nas periferias de São Paulo e vão trabalhar num espaço que seus filhos e netos não têm lugar. Por isso, entrar na ocupação trouxe-me uma emoção diferente. Uma ocupação de funcionários, decorrente de uma greve que os Docentes e os Estudantes na aderiram. Isso mexeu bastante comigo. Além destas sensações do tempo presente, entrar na ocupção me trouxe lembranças daquela energia estudantil que me movia. Das ocupações na reitoria da UNESP. Da garra, da coragem, da indgnação, sensações que temos nos melhores anos da vida. Sensações que são amadurecidas, ampliadas ou modificadas com o tempo. Entrei lá, com todo o respeito. Entrar lá, acompanhada do Prof. Chico de Oliveira, que é ainda um ícone da "esquerda" brasileira, foi emocionante. A aula do Chico foi linda... Alguns funcionários da USP participaram, alguns fizeram questionamentos interessantíssimos. Foi um momento único. Um momento que não se vive todo dia... Um momento que traz uma certa esperança, apesar da angústia do refluxo. Do refluxo dos movimentos, da manipulação, do aparelhamento, do ataque, da aparente morte da luta. Neste aspecto, podemos dizer: a luta está morta - a luta está viva. A luta está. É isso: a luta está! A luta não foi ou será. A luta está presente. A luta está pronta para mostrar-se. A luta está as vezes quietinha dormindo, outras vezes, está gritando acordada... E quem controla a luta? Quem a silencia ou a acorda? Os homens. Os homens controlam a luta. Os homens dão vida ou morte à luta. Temos que nos movimentar, pois a luta é instrumento e lutar é fazer história.