...de fora para dentro, de dentro pra fora: a dialética humana! Somos formados pelo que vem de fora, valores, pensamentos, ideologias e isso tudo é (re)entendido,(re)lido, (re)elaborado, (re)digerido, (re)produzido e colocado pra fora, como se fosse a primeira instância. Não é a primeira instância, o que está neste blog é sim a materialização de todos os pensamentos do mundo que passaram por mim e representam uma época, um contexto, uma sociedade. Sou louca, mas não sou sozinha.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
pessoas-formiguinha e rios-no-mar
... inspiração não faltou, o que faltou foi tempo. Faltou também concentração, foco, sossêgo. Mas hoje, ao ver de cima... ver do alto, as nuvens como pequenos maços de algodão, acima da cidade pequeninha, das pessoas-formiguinha, dos carrinhos-briquedo. Dos prédios com piscina azulzinha encima, dos aglomerados de casebres cinzas subindo os morros... "De Porto Algre ao Acre, a pobreza só muda o sotaque", assim canta Ney Matogrosso... Ao ver as cidades de forma mais atenciosa impossível não pensar em quem esta lá embaixo... nas pessoas-formiguinha, que ficam do mesmo tamanho quando olhoadas de cima. Ficam todas minusculas e vão sumindo, sumindo, sumindo. A existência é vista. Vista como deve ser. Vista como insignifcante. Melhor dizendo, vista com a vulnerabilidade que lhe cabe. Sabem aquele ditado que somos "grãos de areia"? Foi disso que lembrei. Lembrei que somos todos grãos-de-areia, somos todos pessoas-formiguinha, pequenos a ponto de uma simples pisada nos detonar. Simples pesada é ironia minha, pois uma pisada para formiguinha não é nada pouco. E as pisadas que nós, pessoas-formiguinha, levamos num cotidiano formado por valores egoístas, valores cegos, que não são escolhas, mas sim determinações sociais. É bom poder pensar sobre isso sem estar em crise existencial, sem ter levado uma pisada daquelas. Os sentimentos contrários também estão me fazendo pensar. Hoje, ao olhar de cima, depois de tantas emoções que tenho passado nos ultimos tempos, tive um sentimento profundo, meio incondicional, meio difuso, sobre minha existência e a existência de todas as pessoas...Sim, foi algo meio estranho...meio diferente... Além disso, vi de cima as correntes marítimas... Sim, elas correm como rios sobre o mar. As correntes são visíveis como rios no mar. Pessoas-formiguinha e rios-no-mar.. quanta loucura, talvez besteiras... mas, ao sintetizar, o sentimento naquele momento foi de que a existência é ínfima e o rio corre... o rio continua correndo... o rio corre, mesmo quando está em alto mar. Só mais um pouco de elucubrações!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Queria escrever
Queria escrever. Escrever sobre política. Escrever sobre eleição 2010. Escrever sobre voto nulo. Escrever sobre a primavera. Escrever sobre o sol brilhando e o vento no rosto. Escrever sobre o dia dos professores. Escrever sobre minha fobia de elevadores. Escrever sobre las clases del español. Escrever sobre a ditadura da balança. Escrever sobre a pseudo liberdade repleta de correntes. Escrever sobre a vida. Escrever sobre o compartilhar do cotidiano. Escrever sobre o amor. Escrever sobre 2011. Escrever sobre todos esses temas que vieram a cabeça. Escrever sobre todas as associações que faço entre eles. Mas, hoje, exatamente hoje, só posso escrever que queria escrever. Só isso... Quero escrever.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
TPM + saudade = tristeza
... parece que a tristeza incerta de ontem decorria um pouco da saudade da pessoa amada. TPM + saudade = tristeza...
Tristeza incerta, tristeza certa.
O meu "par-perfeito" me ligou, fiquei bem mais leve. Dormi leve. Acordei leve. Acho que a tristeza saiu da sala. Espero que demore para bater a porta novamente.
É maravilhoso amar e se sentir amada.
Tristeza incerta, tristeza certa.
O meu "par-perfeito" me ligou, fiquei bem mais leve. Dormi leve. Acordei leve. Acho que a tristeza saiu da sala. Espero que demore para bater a porta novamente.
É maravilhoso amar e se sentir amada.
domingo, 19 de setembro de 2010
tristeza incerta
... triste, hoje estou triste. Sinto uma tristeza incerta. Uma tristeza que me visita em momento que a sala está colorida, sem lugar para visitas indesejadas. Mesmo assim, essa intrometida chega, senta e coloca os pés na mesa de centro. Chega folgada e ocupa espaços. Ela é incerta, mas acha que é certa. E eu, mesmo não desejando, recebi sua visita. Fui educada. Deveria ter deixado a porta fechada. Será que foi a TPM que me fez abrir a porta quando a campainha tocou? Mas, venhamos e convenhamos, será que posso jogar a culpa na TPM? Talvez não... Acho (acho!) que a culpa é só minha. A culpa é da minha mente, que as vezes se confunde. Se perde. Ou será que a culpa é da minha alma que quer voar mas ainda espera o vento plenamente favorável? Sinceramente não sei de onde vem essa angustia que aperta fortemente meu peito. Essa tristeza incerta que, além de tudo, é invasiva. Não tenho motivos para deixá-la entrar. Não tenho motivos. Não tenho motivos. A prática da yôga nunca fez tanta falta. A fé nunca fez tanta falta. A alienação nunca fez tanta falta. Mas, prefirirei dentre tantas possibilidades de culpados, jogar a culpa na TPM, pois a coisa boa da TPM é que ela passa. A TPM passa e a tristeza incerta vai com ela. Vá tristeza incerta. Saia da minha sala.
ainda bem que encontrei o meu par perfeito e ele me oferece chocolate em dias de TPM...
ainda bem que encontrei o meu par perfeito e ele me oferece chocolate em dias de TPM...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
...o amor pode dar certo, por isso vejo cores!
... é estranho! Tenho coisas boas, novas, belas e coloridas para contar, mas, infelizmente, não parei para isso. Quando o que eu tinha era dor, a inspiração dolorida me acompanhava. Parava neste blog e falava da dor que sentia. Hoje vivo uma bela história. Vivo momentos intensos, as vezes inacreditáveis, por isso, devo, pelo menos, ter coragem de escrever aqui: o amor pode dar certo! E desde abril deste ano, comecei visualizar isso. Inicialmente pensava que tudo não passava de ilusão. Depois de tantos desencontros, decepções e ressentimentos, era díficil acreditar que o amor poderia (pode) dar certo. A desesperança era um sentimento constante. É possível vê-la em vários textos presentes neste blog. A desesperança é um sentimento que tira as cores da vida. Na verdade, penso que no íntimo de minha alma, nunca deixei a esperança morrer, todavia, racionalmente o que imperava era a desesperança. Mas, desde que comecei visualizar possibilidades de viver um amor verdadeiro, a desesperança, concretamente, se transformou em esperança. As dúvidas do início de um relacionamento, especialmente o medo de amar e não ser amada, quase sufocaram as possibilidades... Mas, neste processo fui acreditando que poderia viver algo real. E hoje, tenho convicção de que as cores estão presentes. Amo. Sinto-me amada. E quero repetir para o mundo e para mim mesma: o amor dá certo! Dá certo quando é para acontecer. Dá certo quando há afinidades. Dá certo quando há disposição. Vejo cores. Vejo cores até no cinza de São Paulo. Vejo cores. Vejo cores. Vejo cores. Sim, amando vejo cores!O amor pode dar certo, por isso vejo cores!
Postei a música abaixo, pois ao ouvi-lá, senti uma profunda emoção e fiquei grata. Agradeço muito a energia que move o mundo. Pois,
Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela então eu me vi
Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar
Água-marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar
E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
(As coisas tão mais lindas - Nando Reis)
Postei a música abaixo, pois ao ouvi-lá, senti uma profunda emoção e fiquei grata. Agradeço muito a energia que move o mundo. Pois,
Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela então eu me vi
Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar
Água-marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar
E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
(As coisas tão mais lindas - Nando Reis)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Voa Guerreiro Menino
Guerreiro urbano.
Guerreiro negro.
Guerreiro trabalhador.
Guerreiro sonhador.
Guerreiro que guerreia desde o ABC
Do ABC, b-a-bá
Do ABC, lugar de morar
Menino que virou guerreiro bem cedo
Guerreiro que continua menino
Menino que vive como se o Piauí fosse aqui
Guerreiro que vive como se Mauá fosse lá
Sente a densidade da vida,
da vida no Piauí, da vida aqui, da vida ali
da vida nos altos e baixos das periferias daqui
das histórias reais de Mauá, de cá, de acolá
Sente o cansaço das distâncias
Sente o peso de ser guerreiro num mundo que não quer guerreiros
Num mundo que diz não.
Num mundo que diz: você aí, aceite o que lhe vem sem guerrerar
Mas o Guerreiro, é teimoso,
O Menino é sonhador
Guerreiro Menino teimoso e sonhador
Quis virar contador de história
Quis ser 'ensinador' de história
Pois sempre se viu como construtor da história
E, na história principal, o que fica
É que o Guerreiro é menino
E o Menino é guerreiro.
Voe, voa
Guerreiro Menino
Voe, voa
Menino Guerreiro
Voe,voa
Voa e transfere leveza.
Voa e contagia.
Voa e fortalece.
Voa porque gosta de voar...
(Dréa Rocha)
Guerreiro negro.
Guerreiro trabalhador.
Guerreiro sonhador.
Guerreiro que guerreia desde o ABC
Do ABC, b-a-bá
Do ABC, lugar de morar
Menino que virou guerreiro bem cedo
Guerreiro que continua menino
Menino que vive como se o Piauí fosse aqui
Guerreiro que vive como se Mauá fosse lá
Sente a densidade da vida,
da vida no Piauí, da vida aqui, da vida ali
da vida nos altos e baixos das periferias daqui
das histórias reais de Mauá, de cá, de acolá
Sente o cansaço das distâncias
Sente o peso de ser guerreiro num mundo que não quer guerreiros
Num mundo que diz não.
Num mundo que diz: você aí, aceite o que lhe vem sem guerrerar
Mas o Guerreiro, é teimoso,
O Menino é sonhador
Guerreiro Menino teimoso e sonhador
Quis virar contador de história
Quis ser 'ensinador' de história
Pois sempre se viu como construtor da história
E, na história principal, o que fica
É que o Guerreiro é menino
E o Menino é guerreiro.
Voe, voa
Guerreiro Menino
Voe, voa
Menino Guerreiro
Voe,voa
Voa e transfere leveza.
Voa e contagia.
Voa e fortalece.
Voa porque gosta de voar...
(Dréa Rocha)
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