quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Que o movimento dialético da vida nade, corra, dance, mas que seja comigo!

Hoje acordei com uma sensação de que estou nadando, nadando, nadando e ainda corro o risco de morrer na praia. Ou que estou correndo, correndo, correndo e corro o risco de desmaiar pertinho da linha de chegada. Sim, a vida é dialética... Já estava acostumada com seu movimento na direção contrária dos meus planos pessoais, mas há alguns meses, estava me acostumando com o movimento em minha direção. Uma frase que tenho ouvido muito: é fácil se acostumar com coisa boa! E é verdade!!! Sentir a dialética da vida movimentando-se em minha direção, ou correndo comigo, ou, melhor ainda, nadando comigo, estava bom demais! Trazia-me tranquilidade. Retirava-me o medo do futuro. Permitia-me ter paciência. Sensações que nunca havia vivido, especialmente, com relação a um aspecto particular de minha história. Tinha a sensação real de que não morreria na praia e não desmaiaria perto da linha de chegada. Sentia-me segura, era isso... Simples e profundamente isso: sentia-me segura! Agora, a vida resolve querer dançar sozinha. Dançar por conta dela. E me chacoalhar, deixando-me perdida novamente. Meio tonta. Com a cabeça girando, a ponto de quase desmaiar. Inerte, com medo do futuro. A vida não quer mais nadar comigo, nem me incentivar na corrida. Agora tenho medo do rio não dar pé... Tenho medo de não aguentar a próxima ladeira da corrida. Queria mesmo é que o movimento da vida continuasse comigo. Queria que a vida me convidasse para dançar com ela, não fosse dançar sozinha e me chacoalhasse sem ritmo. Vida, enjoou de nadar e correr? Agora quer dançar? Quero dançar com você... Não dance sem mim... Espere que eu nade até a praia. Espere que eu corra até a linha de chegada. Aí a gente muda o verbo. A gente escolhe o tom. A gente dança o ritmo que você quiser. Não sou muito boa em danças, mas gosto de movimentar o corpo ao som da música. Eu gosto, vida! Gosto de dançar. Então me convide... Fique comigo, com seu movimento dialético. Mas mantenha seu movimento em minha direção. Ficarei no aguardo de sua decisão... Que o movimento dialético da vida nade, corra, dance! Só quero que seja comigo...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O pássaro protegendo o ninho, a criança que não sei o nome e um pai sem proteção




Havia um pássaro protegendo o ninho ao lado da cova de uma criança que não sei o nome. No ninho um ovo, dentro do ovo, um pássaro por vir. Na cova uma criança que veio e antes mesmo de completar um ano de idade se foi. A criança passou por aqui. O pássaro cuidando um pássaro que ainda estava por vir. A criança muito menos protegida que o ninho do pássaro. Falta de proteção não era de pai e mãe. Falta de proteção do Estado, da dignidade, da saúde, das cores que deveriam colorir a vida de uma criança. Falta de proteção que o pai e a mãe também estavam submetidos. Da criança eu não sei o nome, mas de seu pai, lembro nome e sobrenome. Ao pai também faltou proteção. Ao pai também faltou as cores da infância. Ao pai veio, desde pequenino, violência. Ausência daquela proteção que faltou para filha. Falta de proteção do Estado, da dignidade, da saúde, das cores que deveriam colorir a vida de uma criança. Um pai sem proteção. Uma filha sem proteção. Ao pai, que foi afastado dos pais, restou a criação aos moldes nú e crú dos “meninos de criação”. Cresceu meio largado em uma favela de São Paulo. Cresceu meio sem carinho. Cresceu meio assustado. Cresceu meio revoltado. Infância sem cores. Inicio da adolescência colorida pela violência, pelo tráfico e pelas drogas. Colorida pela vida louca que é muito mais bicolor que colorida. O menino arrasou. Na adolescência ele ganha proteção da FEBEM. Proteção da FEBEM? Sim, proteção da FEBEM abaixo de cadeados, grades, portas de ferro batendo e um pouco mais de violência. Proteção tamanha, que o levava cotidianamente a maquinar revoltas, rebeliões. Queria a todo custo arrancar do nada o que nada teve. O adolescente, líder de revoltas, foi para uma cidade tranquila. Foi com fama de “bom menino” ganhar proteção em outra instituição, pois a FEBEM não dava mais conta dele. A proteção agora vinha da alienação religiosa. A proteção vinha da necessidade de se moldar e fingir ser quem não era. A proteção vinha como recompensa de uma conversão enfiada goela abaixo. Aprendeu a tocar bateria. Gostava de tocar bateria. Escreveu algumas poesias. Gostava de escrever poesias. Ensinou acadêmicos que nada sabiam da vida. A falta de proteção fez com que ele se tornasse um sábio arracado da violência. A falta de proteção mostrou o quanto sua luz foi sufocada. Um pouquinho pôde brilhar. Só um pouquinho. Mas estava sendo obrigado a ser o que não era. Portanto, o prazo de validade foi curto. Saiu do cantinho protegido pela metafísica e não tinha para onde voltar. Ficou naquela cidade, acreditando que se manter afastado da favela onde cresceu estaria um pouco mais protegido do mundo e de si mesmo. Porém, foi buscar proteção em uma favela daquela cidade. Lá arrumou um barraco. Lá arrumou uma companheira. Lá arrumou uma filha. Amava a filha e as irmãs da filha. Desempregado, na luta pela sobrevivência, assumiu a responsabilidade de proteger três crianças. Estavam sob sua proteção sua filha e as duas irmãs dela, enquanto a mãe das três trabalhava em alguma casa de classe média da cidade. Um dia a vida arrancou a proteção que nunca existiu. Foi ele tomar banho e a irmã de sua filha a derrubou no vão da cama. Ao ouvir os choros foi protegê-la. Chamou socorro. O resgate veio, levou a criança que estava com o braço machucado. A criança voltou. E ele, tentando protegê-la. Uma semana se passou. E, de repente viu que a criança estava ofegante, com respiração fraca. Chamou socorro. O resgate veio, levou a criança. A criança morreu. Morreu em decorrência de uma fratura craniana. Manchete de jornal: pai mata a própria filha por agressão. Quem acreditaria nele? Quem acreditaria que desta vez ele estava tentando proteger? Gritou aos quatro cantos: eu não matei minha filha. Mas ninguém ouviu. Foi preso. Tinha tatuagem. Havia passado preciosos anos de sua adolescência na FEBEM. Era negro. Era jovem. Era pobre. Era favelado. Quem vai acreditar que ele não matou a filha? Semanas depois, foi constatado: erro médico. A criança, que caiu uma única vez, além de ter machucado o braço, fraturou o crânio. Ela foi ser protegida em um hospital e não fizeram a ressonância magnética... A criança sem proteção. O pai sem proteção. O pai sem nova manchete: erramos, não foi o pai que matou a filha, foi o Estado. Sem essa manchete. Mas lá, ao lado da cova da criança que não sei o nome, havia um pássaro protegendo o ninho. O pássaro livre, fazendo ninho no cemitério, mas livre. O pai da criança colocou tudo a perder. Lá na favela, que não era a favela que cresceu, encontrou o que fazer. Envolveu-se com o crime. Envolveu-se até ganhar outra forma de proteção: a cadeia. Diferente do pássaro que protegia o ninho e era livre, o pai foi para cadeia. Não por ter matado a filha, mas por ter se matado um pouco por dia. Na cadeia seguia... Um dia, pôde sair para passar feriado na rua. Para onde ele iria? Ele não tinha nem visita. Ele que não tinha ninguém. Ele que nunca teve ninguém, somente a filha que se foi antes de um ano. Ele foi para a favela. De lá, ele foi para uma casa de classe média (aos moldes da casa que a mãe da menina trabalhava) e lá ele viu uma empregada (aos moldes da mãe da menina) e a colocou para dentro da casa com uma faca. A família estava lá. Era semana de feriado. E ele, o pai da menina que se foi, amarrou todos. O pai da menina pegou o revólver do cofre e o carro da família. O pai da menina chegou na favela dirigindo. O pai da menina foi morto. Para onde ele iria? Ele iria para uma cova rasa, como a cova rasa da sua filha. Ele iria ser enterrado sem família chorando. Sem a filhinha ao lado. Sem mãe. Sem pai. Sem mãe adotiva. Sem proteção. Sem a proteção que o pássaro dava para o ninho. Ele foi da mesma forma que a filha foi. Mas ele foi de forma assustadora. Ele foi com um suspiro de alívio da sociedade: um bandido a menos. Ele foi. Ele foi sem proteção durante os seus 24 anos de história. A filha foi. Ele foi. E o pássaro protege seu ninho. E o nome da menina, eu não sei.


poesia do pai:

Uma vida em branco

O que é bom a você
Não é bom para mim
Aquilo que é real aso seus olhos
Passa por um engano aos meus

O que é meu,
por mais que você não queira é seu.
Mas o que é seu, porque não pode ser meu?
O que traz alegria ao seu sorriso
Traz infelicidade e gotas de lágrimas,
desprezo ao meu coração e ousadia ao meu olhar.

Se o que te faz lembrar delaquando está triste,
Só me vejo no espelho quando estou feliz
Contudo continuo em dúvidas
Será que é isso?

Davi Rocha
28/01/200



PS: História real. O sobrenome ser igual ao meu, mera coincidência.

domingo, 26 de dezembro de 2010

tOdO FiNaL dE aNo é A mEsMa CoiSa?

Todo final de ano é a mesma coisa, afinal de contas os ritos acontecem a partir das repetições... Todo final de ano ocorre a invasão do sentimento consumista, acho que as luzinhas de natal encantam tanto que fica muito difícil dizer não. Quando vejo, estou pensando em um presentinho para fulano, sicricano, bertano. Parece obrigação, mas no fundo da prazer... muito prazer... Todo final de ano aquela correria na cozinha, a cansativa preparação daqueles pratos calóricos, cheio de cheiro, cores e sabores... Todo final de ano acontece a reflexão, a construção de projetos para o novo ano... Dos ritos de final de ano, o do reveillon tem feito muito mais sentido para mim, pois estou bem afastada do cristianismo, que é imposto “goela abaixo” para todos. Sobre cristianismo, melhor parar por aqui, quero mesmo é refletir sobre reveillon e as esperanças que este rito nos traz... As vezes penso como seria a vida se o calendário fosse contínuo, ou se o calendário não existisse... Será que contaríamos o tempo? Ou não contaríamos? Talvez seguríamos dia a após dia e não teríamos nem a chance de renovar as esperanças. A vida seguiria contínua e em linha reta. Retilínea, muito retilínea... Acho que seria estranho. Mesmo assim, a terra continuaria girando em torno do sol, girando sem contas, sem números... seria estranho, mas também poderia ser bom. Voltando a realidade, ao tempo contabilizado em números que são expressos em calendários. Por isso o novo calendário traz uma sensação de algo novo. Do particular inserido no geral. Daqui alguns dias, veremos em nossas agendas o n. 2011. E se de 2010 vamos para 2011, é uma chance de re-iniciarmos, mesmo que seja um fragmentozinho de nossa vida. Um ano é um fragmento de uma vida que pode durar muitos anos. Creio que se fizessêmos uma pesquisa empírica, veríamos que 90% das pessoas renovam as esperanças para o ano que se inicia. Isso é parte do rito. O rito acontece por meio da repetição e traz muitos significados. Significados positivos, ora bolas! Quem sabe ano que vem consigo um emprego melhor? Quem sabe ano que vem começo estudar? Quem sabe ano que vem faço uma viagem legal? Quem sabe encontro um amor? Quem sabe tenho filho? Acredito que quase ninguém fica pensando: Quem sabe eu fico doente? Quem sabe eu sofra um acidente? Quem sabe eu perca o emprego? Seria burrice tanto pessimismo... Agora eu penso: e o otimismo, será que faz tanto sentido? Sentindo, sentido, acho que não tem não... mas vejo que é bom. Melhor ser otimista e se agarrar na pseudo-oportunidade que a virada do calendário nos dá para renovarmos as esperanças... Mas esta renovação acompanha um gelinho na barriga... Há sempre o “quem sabe”, pois ninguém tem certeza de nada... a vida é incerta, isso sim é certo! Mesmo assim, como todas as pessoas, todo final de ano estou renovando as esperanças... E, o mais importante de tudo, é que nesta virada de ano tenho muito mais otimismo que nunca. Acredito que 2011 será o ano da minha vida. Em 2011 realizarei alguns sonhos especiais. Todo final de ano é a mesma coisa... Todo final de ano é a mesma coisa, estou eu aqui escrevendo irrelevâncias neste blog. Mas na minha história há algo diferente, passarei o reveillon ao lado do meu amor, eis um desejo feito no réveillon do ano passado... Esperança renovada, desejo realizado, coisa boa temos que compartilhar! No final das contas, todo final de ano é a mesma coisa, mas desta vez é diferente, acho que tudo se repete, mas com novas expressões. Os ritos se repetem, mas a vida não...tOdO FiNaL dE aNo é A mEsMa CoiSa? Que venha 2011 com muita renovação para todos nós...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

um pouco da pesquisa de campo

... quero escrever um pouquinho aqui sobre o início das vivências concretas da pesquisa que estou desenvolvendo... Em pleno início de dezembro desenvolvi a pesquisa de campo inicial. Estive nos locais que os adolescentes estão apreendidos... Fiz pesquisa documental. Primeira experiência de estudar documentos! E posso dizer sem receio: gostei! Tinha muito preconceito com isso, mas foi bem interessante ver a materialização de questões que me preocupam em documentos. Os documentos despertam entrelinhas. Os documentos mostram caminhos. A viagem foi tranquila, mas peguei chuva na estrada. Não encontrei nenhum plantão policial. Fui por outros caminhos e deu para entender um pouco mais das rotas existentes no Paraná. Em Toledo, uma cidadezinha bonita, levantei algumas situações de meninos e meninas exploradas pelo tráfico. Em Foz do Iguaçu a coisa é realmente complexa. Lá há muitos casos e fiquei supreendida com a realidade. Confesso que esperava menos, e ao ler os documentos, vi que questão que estou estudando é fenomeno muito mais complexo do que imaginava. Em Cascavel, novas situações... Em Londrina, surpresa: quase nenhuma situação de apreensão de adolescentes por estarem transportando entorpecentes. No mais, estou sistematizando os dados e, é claro, que não apresentarei aqui, pois trata-se de uma tesa científica... não é assunto secundário para ser exposto aqui no blog. O que posso dizer é que fiquei muito preocupada com a situação de meninos e meninas que são explorados pelo tráfico de drogas. Meninos e meninas que estão em situação de risco extrema. Meninos e meninas que são vistos pelo sistema de justiça como traficantes. Meninos e meninas que são meninos e meninas com uma particularidade: possuem a coragem de arriscar. Foi essa a impressão que tive ao ler os documentos. Me pareceu que os meninos e meninas estão o tempo todo cientes de que a qualquer momento poderão ser apreendidos e,por por conseguinte, perderem as cargas de seus "patrões"... Meninos e meninas, que mesmo com coragem, sabem que correm risco sempre. Ao ler os documentos tive sensações fortes... Senti o medo deles e delas. Bom, isso pode ser exagero de minha parte, mas senti. Senti, talvez um pouco do que seria a sensação de ser adolescente e de carregar muito mais que uma mala cheia de drogas, carregar o peso do mundo nas costas.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

o mundo gira...

Há exatamente um ano eu estava assinando o financiamento do apartamento. Cheia de dores, medos, angustias. Não acreditava que o sofrimento passaria. Parecia que iria carregar aquele peso pro resto da vida. Me sentia fracassada. Me sentia autonoma demais, e isso doia. Doia muito. Li algumas postagens do blog de dezembro de 2009 e vi como estava maluca. E como é bom olhar para trás, como se usasse um binóculo, e perceber que o mundo gira. No ano passado estava maluca nesta época do ano e mesmo assim, assinava o financiamento de um apartamento. Hoje, estou decidindo a viagem de férias com meu amor. Do amor que procurei a vida inteira. Do homem que é homem em minha vida. Do homem que me faz bem. Tenho acreditado cada dia mais. E o apartamento financiado de um ano atrás, que trazia tanta angustia, é palco de uma vivência maravilhosa com uma pessoa linda. O mundo gira e como gira... Não me sinto mais sozinha. Não me sinto mais autonoma de mais. Tenho bem menos medo. Confio muito mais. Acredito no amor. E o mundo gira... gira... gira... e continuará girando!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

pessoas-formiguinha e rios-no-mar

... inspiração não faltou, o que faltou foi tempo. Faltou também concentração, foco, sossêgo. Mas hoje, ao ver de cima... ver do alto, as nuvens como pequenos maços de algodão, acima da cidade pequeninha, das pessoas-formiguinha, dos carrinhos-briquedo. Dos prédios com piscina azulzinha encima, dos aglomerados de casebres cinzas subindo os morros... "De Porto Algre ao Acre, a pobreza só muda o sotaque", assim canta Ney Matogrosso... Ao ver as cidades de forma mais atenciosa impossível não pensar em quem esta lá embaixo... nas pessoas-formiguinha, que ficam do mesmo tamanho quando olhoadas de cima. Ficam todas minusculas e vão sumindo, sumindo, sumindo. A existência é vista. Vista como deve ser. Vista como insignifcante. Melhor dizendo, vista com a vulnerabilidade que lhe cabe. Sabem aquele ditado que somos "grãos de areia"? Foi disso que lembrei. Lembrei que somos todos grãos-de-areia, somos todos pessoas-formiguinha, pequenos a ponto de uma simples pisada nos detonar. Simples pesada é ironia minha, pois uma pisada para formiguinha não é nada pouco. E as pisadas que nós, pessoas-formiguinha, levamos num cotidiano formado por valores egoístas, valores cegos, que não são escolhas, mas sim determinações sociais. É bom poder pensar sobre isso sem estar em crise existencial, sem ter levado uma pisada daquelas. Os sentimentos contrários também estão me fazendo pensar. Hoje, ao olhar de cima, depois de tantas emoções que tenho passado nos ultimos tempos, tive um sentimento profundo, meio incondicional, meio difuso, sobre minha existência e a existência de todas as pessoas...Sim, foi algo meio estranho...meio diferente... Além disso, vi de cima as correntes marítimas... Sim, elas correm como rios sobre o mar. As correntes são visíveis como rios no mar. Pessoas-formiguinha e rios-no-mar.. quanta loucura, talvez besteiras... mas, ao sintetizar, o sentimento naquele momento foi de que a existência é ínfima e o rio corre... o rio continua correndo... o rio corre, mesmo quando está em alto mar. Só mais um pouco de elucubrações!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Queria escrever

Queria escrever. Escrever sobre política. Escrever sobre eleição 2010. Escrever sobre voto nulo. Escrever sobre a primavera. Escrever sobre o sol brilhando e o vento no rosto. Escrever sobre o dia dos professores. Escrever sobre minha fobia de elevadores. Escrever sobre las clases del español. Escrever sobre a ditadura da balança. Escrever sobre a pseudo liberdade repleta de correntes. Escrever sobre a vida. Escrever sobre o compartilhar do cotidiano. Escrever sobre o amor. Escrever sobre 2011. Escrever sobre todos esses temas que vieram a cabeça. Escrever sobre todas as associações que faço entre eles. Mas, hoje, exatamente hoje, só posso escrever que queria escrever. Só isso... Quero escrever.